Não aprendi segurança em sala de aula. Aprendi no posto, no condomínio, na empresa, na ocorrência real. Comecei como porteiro em 2007. De lá pra cá, passei por vigilante, inspetor, supervisor, coordenador — até chegar a gerente de operações. Sei exatamente o que é estar do outro lado.
Comecei a carreira em 2007, na função de porteiro. Fiquei 4 meses nesse posto — o tempo que levei para concluir o curso de formação de vigilante e conseguir dar o próximo passo.
Depois de formado, entrei como vigilante — mas não num posto fixo. Fui alocado como R.T., o profissional que roda entre diversos postos cobrindo folgas e faltas. A maioria via essa função como a pior possível: sem posto fixo, sem rotina, muitas vezes olhado com desconfiança só por não ter "um lugar só seu". Eu decidi virar isso ao meu favor. Em vez de reclamar do rodízio, usei cada posto novo pra aprender um procedimento diferente e me tornar excelente ali, mesmo sabendo que no dia seguinte estaria em outro lugar. Foi nesse período que também fiz as extensões de escolta armada e carro-forte — e foi ali que percebi que qualificação é o que separa quem é visto como "só mais um" de quem é chamado pra crescer.
O convite pra virar inspetor veio direto do que tinha construído rodando de posto em posto — quem já tinha me visto trabalhar sabia que eu conhecia a operação de vários ângulos diferentes. Foram 9 meses fiscalizando postos, cobrando padrão e aprendendo a enxergar a operação de fora pra dentro — o que mais tarde seria essencial como supervisor.
Assumi a supervisão de equipes operacionais. Foi o período mais longo dessa primeira fase — anos lidando com escala, cobrança de resultado, conflito de equipe e elaboração de procedimento, aprendendo na prática o que separa um supervisor que é só obedecido de um que é respeitado de verdade.
De 2007 a 2015 passei por toda a linha de frente da operação — elaboração e confecção de procedimentos, treinamento e capacitação de equipe patrimonial completa. Como coordenador, comecei a enxergar a operação de cima, sem nunca perder o contato com o chão.
Recebi o convite pra migrar de empresas para a divisão de condomínios — um mundo completamente diferente do que eu conhecia. Lidar com morador de todo tipo de perfil, incluindo quem descumpre procedimento e ainda assim exige tratamento diferenciado, me ensinou uma camada de gestão de pessoas que a área empresarial não tinha me dado. Nesse mesmo período, a divisão passou a acumular também a segurança de empresas em movimentos sindicais — as manifestações e piquetes que acontecem na porta de fábricas e empresas em época de negociação coletiva. Coordenei operações com múltiplos vigilantes reforçados com cães, garantindo a segurança de colaboradores e do patrimônio em momentos de tensão real, não simulada.
No primeiro semestre de 2024 recebi o convite para gerenciar toda a operação do Grupo Ourho — empresa com 34 anos de tradição em São José dos Campos. Hoje respondo por segurança, portaria, limpeza e jardinagem: mais de 1.000 colaboradores, 200+ contratos ativos, um time com inspetores, supervisores e mesa operadora. Não é teoria — é operação real, todo dia. E o próximo degrau que persigo agora é a diretoria executiva de operações.
Decidi me especializar em análise de riscos e voltei a estudar formalmente aquilo que já vivia na prática desde 2007.
Completada na sequência direta da graduação, na mesma instituição, aprofundando ainda mais a análise de riscos aplicada à operação real.
Iniciei esse MBA me preparando pra ampliar o leque de atuação além da segurança — mirando o segmento de facilities (limpeza, portaria, jardinagem), que hoje faz parte direta da minha rotina como gerente de operações.
O próximo movimento da minha formação, com foco direto no objetivo de me tornar diretor de operações executivo.
Para se tornar instrutor credenciado pela Polícia Federal na área de segurança privada, o profissional precisa passar por um processo rigoroso que inclui avaliação técnica, comprovação de experiência operacional real, avaliação psicológica e aprovação pelo Departamento de Polícia Federal.
Não é um título comprado. Não é um curso de fim de semana. É uma credencial ativa, renovável e verificável — que garante que o instrutor tem o preparo técnico e a idoneidade necessários para formar profissionais de segurança no Brasil.
Recebi essa credencial em 2022, depois de 15 anos de operação real acumulada. Ela está ativa até hoje.
Credencial mostra que passei pelo processo. O que mostra que continuo atualizado é o acervo de artigos do Você no QAP — cada um verificado direto em fonte primária (Planalto, gov.br/pf), sem reproduzir boato ou matéria rasa de terceiros. Se quiser ver o tipo de rigor que aplico no meu próprio trabalho, é só ler.
Ao longo da carreira, vi profissionais sérios e dedicados sendo preteridos por falta de preparo formal. Vi vigilantes que mereciam ser supervisores ficarem parados no posto por anos. Vi porteiros que não sabiam como se apresentar numa entrevista perderem vagas para quem sabia.
O mercado de segurança privada tem conteúdo técnico de sobra — mas quase nenhum conteúdo sobre como crescer na carreira, como liderar de verdade, como se tornar o profissional que a empresa não quer perder.
Criei o Você no QAP para preencher esse espaço — com conteúdo de quem viveu a operação, não de quem estudou sobre ela.
"Depois de assistir os vídeos do André aprendi de verdade o que é ser um profissional na área de segurança. As aulas são muito didáticas e direto ao ponto."
"Parabéns pelos cursos, pelas aulas, por tudo que vem ensinando no canal. Ótimo profissional, muito competente. Fiz um curso e precisei tirar dúvidas — ele me respondeu assim que possível."
"Conteúdo excelente para quem trabalha na área da segurança. Os vídeos são diretos, sem enrolação e passam muita credibilidade. Útil tanto para iniciantes quanto para quem já tem experiência. Super indico!"
"Curso com preço acessível — isso que me chamou atenção. Preço muito bom. Gostei muito. Obrigado pelas aulas no YouTube. Bora para o curso!"
Cada curso foi criado para um momento específico da carreira.
Para vigilantes, porteiros e controladores de acesso que querem entrar no mercado preparados — mesmo sem experiência anterior.
Para quem já está na área e quer crescer para líder ou supervisor — mas ainda não sabe como dar esse passo.
Fora da operação, sou casado com a Nathalya e pai do Davi e da Eloah — e é com eles que aprendo, na prática, o que realmente significa liderar e cuidar de gente.