A passagem de serviço é um dos momentos mais críticos de toda a operação de segurança. É nela que a continuidade operacional é garantida ou comprometida. Depois de mais de 15 anos gerenciando operações, posso afirmar: a maioria dos problemas operacionais começa em uma passagem de serviço mal feita.
Receber o posto por telefone ou mensagem não é passagem de serviço. A transferência precisa ser presencial, com ambos os vigilantes no posto ao mesmo tempo.
O Livro de Ocorrências é a memória da operação. Assumir o posto sem lê-lo é como começar um trabalho sem saber o que aconteceu antes.
Chaves faltando, rádio sem bateria, lanterna quebrada — esses problemas surgem no meio do turno quando ninguém fez a conferência na entrada.
Câmera fora do ar, alarme com defeito, interfone mudo — equipamento que não foi testado na assunção pode comprometer toda a segurança do turno.
Nem tudo está escrito no livro. Situações em andamento, visitantes no pátio, pendências com moradores — essas informações passam de boca a boca.
A assinatura é a prova legal de que você assumiu o posto naquele horário. Sem ela, você não tem como comprovar nada em caso de questionamento.
Uma passagem de serviço bem feita leva tempo. O profissional comprometido chega com 10 a 15 minutos de antecedência.
Portões, cancelas, travas, iluminação — assumir sem inspecionar o estado das instalações é assumir a responsabilidade por problemas que você não causou.
Uma emergência no meio do turno não é hora de descobrir que o número do supervisor está errado. Confirme na entrada do serviço.
Este é o erro mais perigoso. A passagem de serviço é o alicerce do turno e deve ser tratada como tal.
"A passagem de serviço bem feita não é detalhe — é a diferença entre uma operação controlada e uma operação à deriva."
André Côrtes · Você no QAPQuer ir além deste artigo?
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